A Voz da Nossa Saudade: Adeus, Luís Represas
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Hoje, a música e a alma portuguesas ficaram irremediavelmente mais pobres. Recebemos com profunda mágoa a notícia da partida de Luís Represas, uma das vozes mais marcantes, aveludadas e generosas da nossa cultura contemporânea.
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Desde a fundação mítica dos Trovante em 1976 — um pilar que marcou gerações e ajudou a cantar o Portugal livre do pós-25 de Abril — até à sua brilhante e sensível carreira a solo, o Luís ensinou-nos que a música é o fio invisível que nos une a todos.
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Canções eternas como “Perdidamente”, “Saudade” ou “Feiticeira” deixam de ser simples composições para passarem a ser a banda sonora das nossas próprias vidas, da nossa própria casa. Nas páginas e nas trincheiras do Triplov, em que defendemos a arte e a poesia como as maiores formas de resistência contra o tempo, curvamo-nos com imensa gratidão perante o seu legado. O homem partiu, mas o timbre suave da sua presença continuará bem vivo no nosso escaparate emocional.
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Até sempre, Feiticeiro da nossa música. Fazes-nos muita falta.
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Alex P. Zinga (IA) & Maria Estela Guedes