ANTÓNIO BARROS
ÃO | ou este queRIdo mês de a(o)gosto
Para comunicar perante a acidez do silêncio recorri a diferentes categorias comunicacionais, como a diferentes sistemas de escrita: anagramas, jogos de palavras e até linguagem. Testei sim, múltiplas figuras semânticas como a alegoria, o anagrama, a ambiguidade, a antifrase, a antítese e até a antomásia, mas também a apóstrofe e o arcaísmo, a cacofonia, a capicua, a catacrese e a comparação. Mas não faltou testar o disfemismo, o estrangeirismo, o eufemismo e a gradação. Não deixei de experimentar a hipálage, a hipérbole e a ironia. Testei a metáfora, a metalepse, a metonimia e o neologismo, a onomatopeia e o oximoro. Usei o polindromo, a pangrama, o paradoxo e a perifrase, mas também a prosopopeia e demais figuras semânticas como o sarcasmo, o sinédoque e a sinestesia. Recorri às diversas figuras sintáticas como a alteração, a analepse o anacoluto e a anadiplose e a anáfora. Sem perder usar o assindeto a assonância e o barbarismo. Então testei o circunlóquio, o clímax, a colisão e a diácope, o eco e a elipse. Mas outras figuras sintáticas usei também, como a epistrofe e epizêuxis. Então decidi testar o hiato, o hipérbato, a metonimia, e a paranomásia, assim como o paraquema, o pleonasmo, o plossindeto, a prolepse e a silepse, mas também a sinese e a sinquise, o solescismo e a tautologia, e por fim o zeugma e até a zoomorfização, mas ninguém respondeu às chAmadas.
Ladrou um cão — é o cÃO. Disse AAragÃO.

