Joana Ruas

Joana Ruas nasceu na Quinta do Pinheiro em Freches, no distrito da Guarda. Trabalhou como jornalista cultural e tradutora na Radiodifusão Portuguesa e no jornal Nô Pintcha da República da Guiné-Bissau. Participou na causa da Libertação do Povo de Timor-Leste, tendo feito várias conferências sobre a Língua Portuguesa em Timor-Leste, sua história e cultura. Entre poesia dispersa e ensaios é autora dos romances, Corpo colonial, O claro vento do mar e A pele dos séculos. Participou na IV Feira do Livro de Díli onde apresentou o romance A batalha das lágrimas e o livro de contos Crónicas timorenses respetivamente o 1.º e o 2.º volume da tetralogia A pedra e a folha sobre cem anos de Resistência Timorense.

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  • Brumas

    Por JOANA RUAS   Num dia ensolarado de Junho encontrei-me  com a minha amiga, a pintora Albertina Mântua. Sentadas à sombra da vetusta árvore no jardim próximo da sua casa conversámos, ela olhando-me com ar curioso. Havia anos que nos não víamos e quando lhe telefonei para lhe comunicar que ia finalmente pegar nos poemas […]

  • Balada das donzelas em fuga

      JOANA RUAS Balada das donzelas em fuga Diário Popular, Lisboa, c.1976      

  • Eça de Queiroz na «Batalha das Lágrimas»

              JOANA RUAS     EÇA DE QUEIROZ  (1845/1900) José Maria  Eça de Queiroz iniciou a sua carreira diplomática como Cônsul de 1ª Classe nas Antilhas Espanholas, hoje Cuba. Da sua atividade se dá notícia no romance histórico A Batalha das Lágrimas, de Joana Ruas «João Maurício Wanderley, levando  debaixo do […]

  • O poeta Rainer Maria Rilke na Rússia

      JOANA RUAS Rainer Maria Rilke (Praga 1875-Valmont,Suiça 1926) fez uma primeira viagem à Rússia em 1899 na companhia do marido de Lou-Andreas Salomé, o iranista Dr Friedrich Carl Andreas (Batavia,a atual Jacarta1846-Gottingen1930), que tentava a partir dali concretizar o seu projeto de viagem à Transcaucásia e à Pérsia. Rilke vivia então mergulhado no estudo […]

  • Primavera e sono

      JOANA RUAS O GRUPO DE MÚSICA CONTEMPORÂNEA DE LISBOA Com a colaboração de Clotilde Rosa, Carlos Franco e António Oliveira e Silva, Jorge Peixinho criou em 1970 o Grupo de Música Contemporânea de Lisboa. Em 1977, com  João Melo, Ana Rosa Gusmão, Carlos Gentil-Homem e Fernando Matos, Jorge Peixinho integra a equipa da Alternativa […]

  • Vagamundo

        JOANA RUAS «O nómada é a existência num lugar que é caminho     para todos os lugares.» Joseph Beuys. Foi rei no Nepal onde pintado de azul uma música astral ouvia.   Era um deus bêbedo em Atenas e aos pés de estátuas acéfalas dormia.   Profeta nos jardins de Istambul à sombra […]

  • Carta ao Coronavírus, do poeta timorense Dadolin Murak

      JOANA RUAS Apresentação e tradução de «Karta ba Coronavirus» Dadolin Murak que em tetum significa poemas de ouro é também o pseudónimo de um dos principais poetas da geração pós-independência de Timor-Leste, Dadolin Murak . Dadolin Murak escolheu para se nomear as palavras com que o tétum nomeia a poesia e que nos soam […]

  • Migrantes

    JOANA RUAS Telegrama de Dakar «Fala-se aos decapitados Os decapitados respondem em uólofe.» Henri Michaux em Plume.   Henri Michaux (1899/1984), o homem sem referências  que vivia  algures no país distante do seu longínquo interior, regista neste seu poema de 1938 o trágico destino das minorias étnicas numa África envolta  numa  obscuridade  sangrenta. Há homens, […]

  • A um deus desconhecido

    JOANA RUAS Numa das minhas caminhadas pelo Parque de Monsanto , tendo-me embrenhado num bosque fui surpreendida por estes maravilhosos poemas sem assinatura. Apressei-me a fotografá-los. E em boa hora os captei pois foram vandalizados. Dei-me depois conta de uma estranha guerra clandestina entre estes poetas anónimos e os seus predadores. Sob as árvores, através […]