Luís Costa

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  • Um poema de Paul Celan dedicado a Friedrich Hölderlin

    LUÍS COSTA TRADUÇÃO Tubinga, janeiro Olhos destinados pelo verbo a ser cegos. Sua – um enigma é pura nascente que se evade -, sua lembrança de torres de Hölderlin, rodeadas de gaivotas esvoaçantes.   Visitas de carpinteiros afogados a estas palavras que mergulham:   Se viesse, se viesse um homem, se viesse um homem ao […]

  • Epiphanéia

    LUÍS COSTA Epiphanéia Prólogo É preciso lutar pelo poema Como quem corta os pulsos e enlouquece. * Escrever um poema será sempre Uma forma de suicídio.   Um poeta não deseja a morte Simplesmente  suicida-se  no poema * É preciso trabalhar o poema Até que a lâmpada se apague   E a página se ilumine […]

  • A ferida

    LUÍS COSTA A ferida Aqui estou. Lançado… sem saber porquê nem para quê. Uma sensação brumosa invade-me, algo de abstrato, algo de abstrato… Mas que se me crava na carne, avança pelo sangue, pelos nervos, pelos ossos, que sinto tão real como uma pedra em brasa apertada entre as mãos, ou um pedaço de carne […]