Luís de Barreiros Tavares

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  • A leve luz de março, navio de efémera fêmea

    MANOEL TAVARES RODRIGUES-LEAL LUÍS DE BARREIROS TAVARES, org. Quatro poemas inéditos de Manoel Tavares Rodrigues-Leal (caderno Ensaio de Ausência) Dourados grãos-de-bico cresciam nas ribeiras. [χρύσειοι δ’ ἐρέβινθοι ἐπ’ ἀϊόνων ἐφύοντο.] Safo, fr. 143 – tradução de Frederico Lourenço I a leve luz de março, navio de efémera fêmea, ilumina o ângulo raso do olhar. e […]

  • Como se me adere a branca rede da tua nudez

      MANOEL TAVARES RODRIGUES-LEAL LUÍS DE BARREIROS TAVARES, org. «Aos deuses supúnhamos uma existência cintilante Consubstancial ao mar à nuvem ao arvoredo à luz Neles o longo friso branco das espumas o tremular da vaga» Sophia de Mello Breyner Andresen – excerto do poema «Os Gregos» – Dual, 1972 «oh segredo de deusa esculpida em o […]

  • Livro, loucura e amor

          MANOEL TAVARES RODRIGUES-LEAL LUÍS DE BARREIROS TAVARES, org.   “Ele pode assustar, mas, a mim, fico feliz de constatar que o ponto de demência de alguém é a fonte de seu charme.” Gilles Deleuze – em entrevista por Claire Parnet “A única conclusão é o manicómio: e a minha mulher, Meu Deus?!” Anotado […]

  • Eis que o espaço prometido do poema queima ou esvoaça

        MANOEL TAVARES RODRIGUES-LEAL (1941-2016) Quatro poemas inéditos do caderno A Noite (1967). Quatro poemas inéditos do caderno Os Passos do Amor (1977) LUÍS DE BARREIROS TAVARES, org.       Já flameja a melancia. A noite cai mais densa. E tu regressas um tanto triste ao meu ardor. [Già fiammeggia il cocomero. La sera / cade […]

  • A brancura de Maio deslumbrado no teu corpo em metamorfose

                    Três poemas inéditos (um de 1966 e dois de 1992) escritos em três suportes diferentes de papel. Uma inscrição inédita precedendo o poema III. Manoel Tavares Rodrigues-Leal Abre em .pdf Brancura-Manuel-T-Rodrigues-Leal  

  • Luar previsto no dorso da rua

            Seis poemas inéditos de um caderno sem título (1967) de Manoel Tavares Rodrigues-Leal (1941-2016)             1   ….l ………..u ………………..a ……………………..r                                            previsto   no ………………dorso […]

  • Leio o teu rosto, releio-o, como a simetria dum seio

              LUÍS DE BARREIROS TAVARES (Org.) V poemas inéditos do caderno Apontamentos Poéticos (1982) de Manoel Tavares Rodrigues-Leal. Com ligação às revistas Mirada e Caliban. a Estela Guedes   Extremamente nua. E através dela a sombra luminosa, a mais íntima coisa e a mais externa António Ramos Rosa   I Oh […]

  • Uma pequena paz talvez

      LUÍS DE BARREIROS TAVARES (Org.) Inéditos: nove poemas e uma inscrição de Manoel Tavares Rodrigues-Leal. Do caderno Uma pequena paz talvez (1989). Alguns poemas sofreram revisões em 1991, 2003 e 2004. MANOEL TAVARES RODRIGUES-LEAL I Como a luz da manhã vacila cai e burila o pouco que jaz   no Tejo uma pequena paz […]

  • Anunciar a mulher antiquíssima de mamas de marfim

      LUÍS DE BARREIROS TAVARES (Org.) Seis poemas inéditos de Manoel Tavares Rodrigues-Leal De um caderno sem título, de 1971 Acontecimento   acontece no cimento da página antes na mente a escrita amanhece a ciência de tecer ao nível da memória movediça as teclas de ternura que da boca brotam da extrema e exacta manhã […]

  • Ausência e axioma

                      MANOEL TAVARES RODRIGUES-LEAL Oito poemas inéditos do caderno Ausência e Axioma (1968)   hipótese para um poema   pelo verão da noite dos vidros claros os olhos aquecem o quarto ângulos calmos que se coam nos óculos agudos surgem e secam nos braços quadrado de vidros […]

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