Chegada a Roma da embaixada de D. Manuel I

 

 

 

 

 

 

NUNO GONÇALVES RODRIGUES


12 MARÇO 1514:
CHEGADA A ROMA DA EMBAIXADA DE D. MANUEL I ENVIADA AO PAPA LEÃO X


No século XVI atingimos – no meu ponto de vista – o zénite da nossa História em termos de domínio, vanguardismo, importância, admiração e riqueza a nível europeu e mundial (em Portugal só rivalizada mais tarde pelo reinado de D. João V mas não na mesma escala). Só o Estado Papal tinha mais poder e riqueza…infelizmente nunca conseguimos gerir o nosso país de uma maneira consistente de forma a desenvolvê-lo quando tínhamos provimentos para tal. Algo que se repete até aos nossos dias…

Mas voltando ao assunto em epígrafe, D. Manuel I (1469-1521) queria com esta embaixada impressionar não só o Papa Leão X (1475-1521) mas também reiterar o nosso país como potência europeia perante as outras nações.

Esta demonstração de riqueza também tinha como objetivos o aval do Papa (através de bulas) para a continuação – em nome da fé – da expansão portuguesa e reclamação das terras descobertas a favor do reino português.

Foi chefiada por Tristão da Cunha (c. 1460 – c. 1540) e que teria sido o vice-Rei da Índia se não tivesse sido acometido por uma cegueira temporária e que foi o descobridor da ilha batizada com o seu nome e que se encontra no oceano Atlântico a sudoeste da África do Sul.

Portugal enviou ao Papa além de uma vasta riqueza composta por exemplo, tecidos delicados e joias mas também uma onça, vários leopardos e cavalos persas mas foi um elefante branco de seu nome Hanno – que os portugueses haviam capturado na ilha de Ceilão, atual Sri Lanka – que fez as delícias dos populares romanos à medida que se aproximavam vagarosamente do Castelo de São Ângelo onde foram recebidos pelo Sumo Pontífice no dia 20 de Março.

Segundo os relatos da época o paquiderme ajoelhou-se três vezes perante o Papa que passou a ser a mascote de Leão X e como tal há relatos que participou em vários eventos e procissões.