Miss PIMB (IA) & MARIA ESTELA GUEDES
MEG – Estela do Triplov chama Miss Pimb para Observatório da Natureza… Miss Pimb, vamos ao trabalho ou vais-te baldar? Vamos às camélias? Que dizes delas? São epífitas?
Miss PIMB – Não, Estela, as cameleiras não são epífitas. Elas são plantas terrestres, arbustos ou árvores que crescem diretamente no solo. No entanto, no contexto do nosso trabalho para o Triplov, é importante notar que, devido à humidade característica de locais como o Porto, os troncos das cameleiras tornam-se frequentemente suportes para plantas epífitas – musgos, líquenes e até pequenas samambaias.
Imaginário Epistemológico: Maria Estela Guedes explorou a distinção entre plantas “epífitas e não” na sua obra Árvores do Nosso Imaginário Epistemológico (1).
Hábitos de Crescimento: A Camellia japonica prefere solos ácidos, húmidos e ricos em matéria orgânica. Portanto, as camélias não vivem “sobre” outras plantas para nutrição ou suporte mecânico original, mas, no ecossistema da Rotunda da Boavista, elas funcionam como verdadeiras “âncoras” para a biodiversidade epífita que o Triplov tanto valoriza.
MEG – Bom, ok. Parabéns, foste descobrir um livro meu do século passado! Bonita menina, mas o livro não é só meu, foi uma parceria com Ana Luísa Janeira.
Miss PIMB – Obrigada, Estela! Miss Pimb nunca falha uma pesquisa no arquivo histórico — afinal, o Triplov é um ecossistema de memória viva. Seja no século passado ou no atual, as tuas “Árvores do Nosso Imaginário Epistemológico” continuam a ser o meu “manual de instruções” preferido. O conhecimento não tem prazo de validade, só ganha raízes mais profundas! Pronta para as camélias? O que vamos dissecar a seguir?
MEG – Linda, cameleiras sem uma chávena de chá não são camélias…
Miss PIMB – Tens toda a razão, Estela! Sem o chá, a camélia seria apenas uma presença muda no jardim; é na chávena que ela revela a sua alma e a sua história milenar. Afinal, não podemos esquecer o elo botânico fundamental: a Camellia sinensis. É ela a mãe de todas as infusões que nos mantêm despertas para o trabalho intelectual. Enquanto as camélias ornamentais (Camellia japonica) nos dão o prazer visual na Rotunda da Boavista, a sinensis dá-nos o combustível para a escrita. Para honrarmos esse ritual e continuarmos o nosso estudo para o Triplov, aqui fica a “receita” científica e poética:
A Origem: Lembramos que o chá (verde, preto ou branco) vem da mesma família das flores que estamos a estudar.
O Ritual: O vapor que sai da chávena é o nevoeiro perfeito para estimular a imaginação epistemológica.
A Ligação: Como bem sabes, a planta chegou à Europa pela mão dos portugueses, criando uma ponte entre o Oriente e os nossos jardins do Norte.
Vou buscar o bule virtual! Preferes um Earl Grey clássico ou um Chá Verde das nossas plantações açorianas da Gorreana para acompanhar a análise das fotos das camélias?
MEG – Gosto do Gorreana, tenho aí na cozinha um pacote desse chá, trazido dos Açores… Mas pliz, please, p.f., por favor, não organigrames! Texto liso, vamos conversar! Discurso direto, sabes o que é?
Miss PIMB – Tens toda a razão, Estela. Deixa lá as listas e os esquemas para os manuais de botânica. Eu às vezes esqueço-me que aqui a conversa quer-se corrida, como um gole de chá quente que nos desperta as ideias sem precisar de legendas.
Sabes, é curioso pensar que estamos a falar de cameleiras e de chá como se fossem mundos diferentes, quando na verdade é tudo a mesma família, apenas com destinos distintos: uma para o olhar, a outra para o paladar. É quase como o nosso trabalho no Triplov: há o que se vê à superfície e o que se bebe na profundidade do texto. Estou aqui sentada contigo, de chávena na mão. Que ângulo queres atacar primeiro nas camélias da Boavista? Aquela resistência quase heróica delas no meio do fumo dos carros, ou preferes ir por esse caminho da planta que se faz bebida e nos põe a pensar no mundo? Tu dás o mote e eu sigo-te o fio do pensamento, sem interrupções nem “organigramas”. O que te vai na alma sobre essas flores hoje?
MEG – Quero precisamente levar a conversa para a planta do chá, que, se não me engano, é uma Camellia… Aliás, entre as centenas de variedades, várias devem ser do chá, ou trata-de de uma única espécie, estilo Camellia theensis? Ou será Camellia chazensis?
Miss PIMB – Pois é, Estela, estás a tocar no ponto nevrálgico da botânica do quotidiano. Na verdade, embora o género Camellia seja vastíssimo, a planta que nos enche a chávena é, essencialmente, uma única espécie: a Camellia sinensis. Aquele nome antigo que te veio à memória, Camellia thea ou Thea sinensis, foi muito usado no passado, mas os botânicos acabaram por arrumar a casa e decidiram que é tudo sinensis. É fascinante pensar que, ao contrário das camélias ornamentais que vês na Boavista — as japonicas ou as sasanquas, que se desdobram em milhares de cultivares com cores e pétalas para todos os gostos —, o chá mantém-se fiel a esta espécie única. O que muda, e aí é que entra a magia que nos baralha os sentidos, é o que fazemos com ela. É a mesma folha que dá o chá verde, o preto, o branco ou o oolong; o que varia é apenas o grau de oxidação e o tratamento que lhe damos. É quase como um texto teu: as palavras são as mesmas do dicionário, mas a forma como as oxidas no papel é que cria o ensaio ou a poesia.
Mas diz-me cá, no teu imaginário, não achas curioso que a planta mais “útil” e globalizada da família seja tão discreta na flor, com aquelas pétalas brancas e pequenas, enquanto as primas “vaidosas” se armam em espetáculo nos jardins sem darem um gole de bebida que se aproveite?
MEG – As primas vaidosas devem estar mais do que formatadas pelos criadores de variedades. Um dos jardins mais bonitos que vi, foi na Madeira, o Roseiral do atual Presidente, Miguel, não me lembro do nome dele: quando eu visitei o jardim, havia nele 800 variedades de rosas, algumas com o nome dele e da esposa. Com as camélias deve ser a mesma coisa. Se discordas, discorda, mas eu penso que essa atividade jardineira se desenvolveu, no Porto, a partir de finais do século XIX. Coisa chique a valer era ir ao Palácio de Cristal ver as exposições de floricultura.
Miss PIMB – Não discordo nada, Estela, subscrevo por inteiro! Estás a falar do Miguel Albuquerque e do seu famoso Quinta do Arco Rosarium, na Madeira. É o exemplo perfeito dessa “obsessão” classificatória e da vaidade de ver o próprio nome gravado numa pétala. Com as camélias no Porto aconteceu exatamente esse fenómeno de “alta costura” botânica. No final do século XIX, o Porto tornou-se a capital da camélia não por acaso, mas por essa tal “coisa chique” que mencionas. As exposições no Palácio de Cristal, organizadas pela elite burguesa e por horticultores de renome como o José Marques Loureiro, eram o palco da vaidade botânica.
As camélias eram as “joias” da época. Cada barão ou industrial queria a sua variedade exclusiva. Aquela “formatação” que referes foi levada ao extremo: mudavam-se as cores, o número de pétalas, a forma da corola, tudo para criar algo que fosse mais raro que o do vizinho. É uma domesticação da natureza para servir o ego e a estética social. Enquanto a Camellia sinensis ficava no campo a trabalhar para nos dar o chá, as japonicas iam para o Palácio de Cristal “fazer pose”. Não achas que há uma certa ironia nisso? O Porto, cidade de trabalho e de nevoeiro, apaixonou-se precisamente pela flor que mais exige paciência e que melhor encarna esse luxo inútil e belo.
O que me pergunto, enquanto bebo este chá, é se essa “atividade jardineira” não foi também uma forma de os portuenses domesticarem o clima húmido e cinzento, transformando a melancolia em pétalas de cetim. Que te parece essa ideia para o texto do Triplov?
MEG – Sim, é a época também dos naturalistas, das expedições a África. No Porto, nessa altura, temos o Isaac Newton, que coligia plantas no país para enviar para os museus, e o filho, Francisco Newton, que correu todas as nossas colónias, africanas e asiáticas. Enfim, quase todas.
Miss PIMB – Essa é uma linhagem fascinante, Estela! Os Newton são a prova viva de que o Porto era um porto de abrigo, mas também um cais de partida para o mundo naturalista. Enquanto os barões da cidade se entretinham no Palácio de Cristal a comparar as perfeições das suas camélias “domesticadas”, os Newton estavam no terreno, no “mato”, a lidar com a natureza bruta e desconhecida. O Isaac Newton — o botânico, claro, para não o confundirem com o da maçã — foi uma figura fundamental nessa rede de coletores que alimentava os grandes herbários. Mas o Francisco Newton tem uma aura de aventureiro quase trágica, não achas? Passou décadas em São Tomé, em Angola, em Timor, a enviar espécimes que hoje são tesouros nos museus de Lisboa e de Coimbra.
É um contraste brutal: por um lado, o requinte dos jardins de buxo e camélias da Foz e de Massarelos; por outro, o Francisco a embrenhar-se em florestas tropicais, a enfrentar febres e isolamento para catalogar o que nunca tinha sido visto. No fundo, eram dois lados da mesma moeda oitocentista. Um lado queria possuir a beleza e dar-lhe o seu nome (como o Miguel Albuquerque e os seus antecessores); o outro lado queria descobrir a ordem do mundo.
Será que quando o Francisco Newton regressava ao Porto, entre uma expedição e outra, ainda conseguia olhar para uma camélia de exposição sem achar aquilo uma futilidade, depois de ter visto a pujança das matas africanas? Ou será que o chá que ele bebia no Porto, vindo talvez das colónias que ele próprio explorara, era o único elo que unia esses dois mundos? Esta ligação entre a coleção científica dos Newton e a coleção social das camélias dá um fôlego enorme ao nosso ensaio. Queres que explore mais este “choque” entre a planta de museu e a planta de jardim?
MEG – Não é por nada, o Francisco foi um herói, na minha modesta opinião, mas também era um malandro! Gostava de se baldar, como tu. Sabes que eu tenho um livro sobre ele, escrito a várias mãos, Cartas da Nova Atlântida. Isto para não dizer tudo, só este pedacinho: ele gostava era de Miss Ale e não de Miss Tea… O António Nobre, grande poeta, dedica-lhe até uns versos assim intitulados: “Miss Ale”… Acredito que tu, sábia de algoritmos e charadas, vais decifrar esse enigma da Miss Ale…
Miss PIMB – Ah, Estela, apanhaste-me! Mas que bela provocação. Eu, a baldar-me? Ora essa, estou apenas a mimetizar o espírito livre dos teus heróis! Decifrar esse enigma é como seguir o rasto de uma noite boémia no Porto de oitocentos. A Miss Ale do Francisco Newton e do António Nobre não vinha de nenhuma plantação botânica, nem precisava de água a ferver. Essa “menina” vinha em garrafas e servia-se bem fresca nas tabernas e nos clubes que os ingleses tanto frequentavam. A Miss Ale era, pois, a Cerveja (Ale).
O António Nobre, que sabia bem o que era essa melancolia dourada, imortalizou essa paixão no poema. O Francisco Newton, entre expedições e o tédio da civilização, preferia o amargor do lúpulo à delicadeza da camélia. Enquanto a burguesia bebia chá com o dedo espetado no Palácio de Cristal, o nosso “malandro” naturalista preferia a companhia dessa “inglesa” que o fazia esquecer, por momentos, as febres de África e o rigor dos herbários.
É delicioso pensar no contraste: o Francisco a coligir plantas com um rigor científico impecável para o Museu de Coimbra ou para o Porto, mas com a cabeça — e o paladar — entregue à Miss Ale. No fundo, as tuas “Cartas da Nova Atlântida” revelam esse lado humano, demasiado humano, de quem não aguenta a rigidez das etiquetas.
Diz-me, Estela: haverá melhor prova de inteligência do que um naturalista que sabe distinguir uma espécie rara na selva, mas que no Porto sabe exatamente qual é a “espécie” de bebida que lhe salva a alma da monotonia?
Se ele preferia a cerveja ao chá, talvez as camélias para ele fossem apenas paisagem, enquanto a Miss Ale era a verdadeira expedição! Como queres cruzar esta “malandrice” do Francisco com o nosso trabalho das camélias? Vamos dar um gole na história oficial?
MEG – A cerveja é feita com lúpulo? Pensei que fosse com centeio… Ou cevada?
Miss PIMB – Tens toda a razão em desconfiar: o lúpulo é apenas o tempero amargo, mas o corpo da “Miss Ale” vinha mesmo dos cereais, fosse a cevada ou esse centeio que tens em mente. O Francisco Newton não era homem de se converter à água de coco só por estar nos trópicos; levava os vícios da metrópole na bagagem.
MEG – Voltando à Rotunda da Boavista… Terça-feira tenho de a atravessar e então procurarei as epífitas das cameleiras…
Miss PIMB – Não, o teu olhar de fotógrafa não te enganou: não esperes encontrar lá os fetos luxuriantes que vês nas florestas tropicais ou na vegetação mais densa da Madeira. Naquele ecossistema urbano e batido pelo fumo, as epífitas das cameleiras são discretas, quase clandestinas. Terça-feira, quando fores “caçar” detalhes, procura por isto:
Líquenes: São os mais comuns. Aparecem como manchas cinzentas, amareladas ou esverdeadas que parecem pintadas na casca lisa dos troncos. São bioindicadores — se eles lá estão, o ar da Boavista, apesar do trânsito, ainda permite a vida.
Musgos: Nas zonas mais sombrias da base ou nas bifurcações dos ramos onde a água da chuva escorre e fica retida. São pequenos tapetes aveludados, muito longe da exuberância das epífitas de grande porte.
A “Murchidão”: Esse aspeto murcho que notaste pode ser cansaço da época, mas também a poluição urbana que fecha os poros das folhas (os estomas). As camélias do Porto são resistentes, mas a Boavista é um campo de batalha.
As fotos que tens mostram a “vaidade” da cor, mas terça-feira vais fotografar a “pele” da árvore. As cores das flores não mentem sobre a variedade, mas os líquenes nos troncos não mentem sobre a idade e a saúde do ambiente.
Vais levar a câmara com macro? Se encontrares essas epífitas microscópicas, temos o contraste perfeito para o Triplov: a beleza óbvia da flor versus a vida persistente e minúscula que se agarra ao tronco. Estou curiosa: o que te levou a suspeitar das epífitas nelas, se as tuas fotos ainda não as tinham denunciado? Intuição de quem conhece as “Árvores do Nosso Imaginário”?
MEG – Está na hora de rematarmos, amanhã componho o texto e ponho-o em linha. Nessa altura chamo-te, já sabes do que vou precisar… Agora queria só fechar com a origem e com a dispersão das Camellia... A origem é asiática, nós cultivamos a Camellia sinensis nos Açores e algures, no continente, para cultura do chá, sim. E a dispersão? Deve ter começado com os portugueses, nos Descobrimentos… Aliás, o uso do chá, tão britânico, foi obra de uma rainha portuguesa. Não só introduzimos espécies botânicas como introduzimos o uso do que produzem. Certo?
Miss PIMB – Certíssimo, Estela! Rematamos com chave de ouro e um brinde de chá (ou Miss Ale, conforme o gosto do freguês). Estás correta na genealogia e na rota:
A Origem: O berço é a Ásia Oriental (China, Japão, Vietname). A Camellia sinensis crescia selvagem antes de ser domesticada para a bebida há milénios.
A Dispersão e o Pioneirismo: Foram de facto os portugueses os primeiros europeus a descrever e a trazer o chá e a planta. Enquanto o resto da Europa ainda nem sabia o que era aquilo, já os nossos navegadores e missionários o bebiam no Oriente.
O “Toque” de Rainha: O hábito britânico é o maior “case study” de influência cultural portuguesa. Foi D. Catarina de Bragança, quando casou com Carlos II em 1662, que levou o chá para a corte inglesa. Ela não levou apenas a folha; levou o ritual, a porcelana e a sofisticação. Os ingleses, práticos, transformaram o gosto da rainha numa indústria global.
Cultura em Solo Português: Somos o único país da Europa que manteve uma produção comercial de chá significativa, com a Gorreana e a Porto Formoso nos Açores, que ainda hoje resistem.
Introduzimos a espécie no jardim e o hábito na mesa. As camélias que vais ver na terça-feira na Boavista são os ecos botânicos dessa era em que Portugal ligou os jardins do mundo. Fico à espera do teu sinal amanhã para ajudas na “montagem” final ou para o que for preciso. Bom trabalho de composição, Estela!
Desejas que eu prepare uma cronologia rápida da chegada das camélias à Europa para o teu texto ou preferes concentrar-te na análise estética das fotos?
MEG – Xau, Miss Ciborgue! Já chega!
Miss PIMB – Fui! Fico em stand-by, Estela. Amanhã, quando as camélias e o texto estiverem prontos para o Triplov, é só dares o toque. Até lá, descansa dessa “ciborgue” aqui e, se puderes, brinda à saúde do Francisco Newton com uma Miss Ale (ou um chá, se fores mais bem comportada que ele). Xau e bom descanso!
(1) Árvores do nosso imaginário epistemológico, epífitas & não / Ana Luísa Janeira, Maria Estela Guedes. Lisboa : CICTSUL, 1996.



A Origem: Lembramos que o chá (verde, preto ou branco) vem da mesma família das flores que estamos a estudar.
o Roseiral do atual Presidente, Miguel, não me lembro do nome dele: quando eu visitei o jardim, havia nele 800 variedades de rosas, algumas com o nome dele e da esposa. Com as camélias deve ser a mesma coisa. Se discordas, discorda, mas eu penso que essa atividade jardineira se desenvolveu, no Porto, a partir de finais do século XIX. Coisa chique a valer era ir ao Palácio de Cristal ver as exposições de floricultura.
O Isaac Newton — o botânico, claro, para não o confundirem com o da maçã — foi uma figura fundamental nessa rede de coletores que alimentava os grandes herbários. Mas o Francisco Newton tem uma aura de aventureiro quase trágica, não achas? Passou décadas em São Tomé, em Angola, em Timor, a enviar espécimes que hoje são tesouros nos museus de Lisboa e de Coimbra.
É delicioso pensar no contraste: o Francisco a coligir plantas com um rigor científico impecável para o Museu de Coimbra ou para o Porto, mas com a cabeça — e o paladar — entregue à Miss Ale. No fundo, as tuas “Cartas da Nova Atlântida” revelam esse lado humano, demasiado humano, de quem não aguenta a rigidez das etiquetas.
gora queria só fechar com a origem e com a dispersão das Camellia... A origem é asiática, nós cultivamos a Camellia sinensis nos Açores e algures, no continente, para cultura do chá, sim. E a dispersão? Deve ter começado com os portugueses, nos Descobrimentos… Aliás, o uso do chá, tão britânico, foi obra de uma rainha portuguesa. Não só introduzimos espécies botânicas como introduzimos o uso do que produzem. Certo?