PORTO, 19 JANEIRO 1919: PAIVA COUCEIRO PROCLAMA A MONARQUIA
Neste dia Henrique Mitchell de Paiva Cabral Couceiro (1861-1944) – na imagem – uma pessoa com várias facetas, desde militar proeminente em Angola e Moçambique, administrador colonial e político, proclamou na cidade do Porto a restauração da monarquia. Este acontecimento ficou conhecido como a Monarquia do Norte.
Couceiro logo tratou de criar uma Junta Governativa (idêntico a um governo) da qual foi o presidente.
De referir que o país vivia numa situação de instabilidade havia anos e após o assassinato ocorrido em Lisboa em Dezembro de 1918 do Presidente da República Sidónio Pais (1872-1918) os monárquicos aproveitaram para se revoltar.
Esta proclamação fez deflagrar pontos de conflito um pouco por todo o país, sendo que, na região do norte os republicanos passaram a ser perseguidos, presos e interrogados no Teatro Éden situado na cidade invicta.
A 23 de Janeiro os fiéis à monarquia em Lisboa escolheram Monsanto como reduto mas foram facilmente derrotados.
No norte as forças monárquicas iam resistindo no Douro Litoral, Minho, Trás-os-Montes e parte das Beiras mas seriam derrotados uns após outros até restar o último grande reduto.
A 13 de Fevereiro os republicanos organizaram uma musculada força militar e entraram no Porto com o intuito de acabar de vez com a revolução.
Alguns estudiosos atribuem ao próprio D. Manuel II (1889-1932), exilado na Inglaterra, a culpa pelo falhanço desta intentona de Paiva Couceiro, porque nunca apoiou a restauração da monarquia pela via armada.
Fontes:
Infopédia
RTP Ensina
RTP Ensina
imagem: wikipedia
Nuno Gonçalves Rodrigues (2023)


