
COMO NOS FOI ANTIGA A LUZ DE AGORA,
havendo nos teus lábios água, a brisa
duma janela aberta sobre as horas,
entre um pinhal, que seguia
no tempo de perder-se, enquanto a sombra
era uma velha fonte e se respira,
perto da noite e do silêncio, a volta
a si do mundo. Mas ninguém diria
que o ponto exacto onde não há distância
é andar na rua ao ritmo da retina.
Em frente um barco oferece-nos as casas.
E quanto mais haveria,
agora que se bebe luz, ou água
imobiliza o fundo da pupila.
Revista Triplov
Janeiro de 2026
