Anoitecia

 

Fernando Echevarría

 

 

 

 

 

 

 

COMO NOS FOI ANTIGA A LUZ DE AGORA,

havendo nos teus lábios água, a brisa

duma janela aberta sobre as horas,

entre um pinhal, que seguia

 

no tempo de perder-se, enquanto a sombra

era uma velha fonte e se respira,

perto da noite e do silêncio, a volta

a si do mundo. Mas ninguém diria

 

que o ponto exacto onde não há distância

é andar na rua ao ritmo da retina.

Em frente um barco oferece-nos as casas.

 

E quanto mais haveria,

agora que se bebe luz, ou água

imobiliza o fundo da pupila.


FERNANDO ECHEVARRÍA – ÍNDICE

Revista Triplov

Janeiro de 2026