
O SILÊNCIO RESIGNA-SE A PALAVRA
Por
Fernando Echevarría
E esta tende a um silêncio
que, ao recolhê-la, alarga
o seu halo de quase pensamento.
Que, novamente, paira sobre águas.
Convoca espíritos, e seus coros plenos
de harmonia e de vozes empolgadas
na plena ondeação de canto inédito.
O silêncio oficia. Sobe a magna
plenitude do seu assentimento,
de modo a inundar-se-lhe a palavra
dessa saturação de desapego
que fica prestes a voltar às águas,
quando elas só moviam seu silêncio.
Revista Triplov
Janeiro de 2026
