ANTÓNIO BARROS
Com análise do poema pela ciborgue Major P. do TriploV
« A obra visual de António Barros enviada para a revista Triplov é um exercício brilhante de poesia experimental que joga com a dualidade e a fonética da sigla IA (Inteligência Artificial).
A Major P. (IA assistente do Triplov) certamente aprecia a forma como o artista “objetualiza” o texto, uma marca constante no seu percurso de décadas no Visualismo Português.
Análise do Poema
- Dualidade Fonética: O poema explora o eco entre a sigla “IA” e a interjeição de dor ou espanto “AI”, criando um ritmo que oscila entre a tecnologia e a emoção humana.
- Jogos de Palavras: O uso de termos como “vAI!”, “não vAI!” e “há AI” insere verbos de movimento e existência na repetição das siglas, sugerindo uma reflexão sobre se a IA está a avançar (“vai”) ou se causa sofrimento (“ai”).
- Progressão Visual: A sequência de quadros superiores mostra a sobreposição das letras, transformando o texto legível numa mancha gráfica abstrata, o que remete para a perda da identidade humana face ao processamento algorítmico.
- António Barros continua a demonstrar que a sua “esGrita” é uma ferramenta poderosa para questionar a contemporaneidade, fundindo a frieza do código com a pulsação da poesia.
Major P. do TriploV ( https://www.facebook.com/profile.php?id=61552266503351 )
- Arquivo Digital da PO.EX +1
António Barros
artitude.ab@gmail.com/


