PAULO JORGE BRITO E ABREU
( invoco, para a Musa, o 6 de Paus )
I
Minha Musa em Ti se mira
Em galar e em galopes.
Se meu Espírito se inspira
E a verdade é qual mentira,
Doo meu canto à Adília Lopes.
Poeta-Amor, Tu foste farta
Em fontana de Hipocrene,
Tua Lira abaluarta
E é do mel a feira quarta
Lilial e lausperene.
Sonhei contigo, eu sonhei
Que hidromel Tu idolatras,
E era da Índia o Vice-Rei,
Em Caldeia, o Opus Dei
E os perenes Psiquiatras.
II
No Olimpo, e em matinas,
Meu Amor, és Riba Quente,
No meu canto, e nas campinas,
Ai que tantas são boninas,
Ai que é dor adolescente.
Que em Ti, plaga, a Poesia
É qual o fio da navalha.
E no carme a simpatia
É do Nume a salmodia,
É burel de quem batalha.
Que em Lísia há já quem afirme
Que és do húmido elemento:
Fica em Flórida a florir-me,
Tu fica pois, forte e firme
Como o preste Firmamento.
Tomar, 28/ 06/ 2025
DAT ROSA MEL APIBUS
PAULO JORGE BRITO E ABREU

