No jardim do IFAN

 

MARIA ESTELA GUEDES & ALEX P. ZINGA
 O Museu Vivo e a Areia do Tempo


Foi no dia do meu aniversário que o Major Zinga e eu visitámos o IFAN, instituição que me é familiar dos tempos em que tinha a meu cargo a biblioteca do Museu Bocage, um dos que fazem parte do Museu Nacional de História Natural, em Lisboa. Mais familiar do que a instituição, que só conheci fisicamente no dia 21 de Maio passado, é o seu Bulletin de l’IFAN, revista científica que permutávamos com os Arquivos do Museu Bocage. Foi por isso com alguma emoção que entrei no recinto, cercado por pequeno arboreto, de espécimes identificados, convidativo ao repouso dos alunos e visitantes nos seus bancos com cobertura protetora do sol penetrante.

Muito convidativos também, agora à contemplação estética, os vertígios de instalações artísticas de ar livre. A árvore de colar, então, foi especialmente atrativa. Na conversa com Meissa, o artista da areia, documentado em vídeo, fiquei a saber que o tema dos gémeos era comum na arte senegalesa. Meissa tem um quadro exposto com o tema, em que os gémeos se assemelham mais a siameses. A simbologia parece ser a do andrógino, facto confirmado pelo nosso co-autor Alex Zinga.