MARIA AZENHA
Poema dedicado a todos os Anjos caídos nas ruas
Deitado no passeio da rua,
a ler um livro entre as mãos,
parece um anjo caído
que veio a este mundo.
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Perguntei-lhe o nome. Ele sorriu.
.
Vi então os nossos corações,
feitos de mil bagos vermelhos,
do silêncio mais fecundo.
.
Tantos poemas que já perdi,
mesmo tendo-os todos escrito.
.
Este não tem cortinas:
é o poema mais secreto da Lua,
todo feito em azul.
.
Não me lembro de nenhum Sol
que tanto me console.
.
Talvez seja mesmo Deus na antecâmara,
e nós, os seus irmãos.
Maria Azenha
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poema de Maria Azenha
(música e voz da IA)
